
Pôr-do-sol em Waikiki, onde tudo faz parte de um mesmo cenário.
Resolvemos caminhar todos os dias beirando a praia de Waikiki, lá pelas 5 horas da tarde, antes do sol se pôr. Muita gente faz exercícios na areia da praia entre os turistas. Alguns correm, outros andam. Muitos surfam e nadam no mar também.
O sol está se pondo mais ou menos às 6:30 da tarde. Alguns turistas vão a esta hora só para tirar fotos do maravilhoso pôr-do-sol multicolorido que tinge toda a praia, de ponta a ponta em Waikiki. É a hora em que a praia mais turística do mundo se transforma em silhuetas de coqueiros, pessoas, cachorros, pranchas de surf e tudo mais.
E nesta hora também é que todos se tornam iguais, entre o dia e a noite. As várias silhuetas se misturam, fazendo com que os turistas e os diversos moradores de rua dividam o mesmo cenário, igualmente, passeando pela praia.

Praia de Waikiki, no pôr-do-sol

Muita gente vai assistir ao espetáculo do sol nesta "casinha".

Pessoas e árvores são recortadas em uma silhueta só.

As pessoas se misturam diante de mais um dia que se foi.
Não é possível visitar Waikiki e não reparar a presença desta multidão de pessoas sem casa para morar. A maioria acampa nas áreas proibidas das praias, sentados nas cadeiras, barracas e esteiras abandonadas por turistas após as férias aqui no Havaí.
Hoje vimos um pessoal entregando comida em um tipo marmitex para estes moradores de rua, ou melhor, de praia. Diariamente a gente vê também alguns, já bem mais pobres, comendo diretamente dos lixos, revirando os restos deixados pelos turistas. Muitos são bem gordos, deve ser muita porcaria e fast food americano.

Foto antes do sol se pôr, das barracas dos moradores de rua.

Pessoal distribuindo comidas para os moradores de rua.
A praia é de todos aqui, pobres ou não. Em cada canto de Waikiki tem banheiros públicos bem cuidados e é tudo limpo e organizado. As gramas são cortadas, os parques fechados para manutenção. Se passar os olhos rapidamente é difícil saber que as barracas no gramado pertencem a pessoas que não tem onde morar. Parece até um acampamento de luxo.
É triste que “o melhor lugar do mundo” tenha tanta pobreza também. Mas isso é em qualquer lugar. Pensando bem, se é pobre, melhor estar aqui, no “melhor lugar do mundo” do que em qualquer outro lugar. Pelo menos o belo cenário é gratuito e não faz frio.











No Brasil pobre nao pode ficar nem na praia. A unica que deve aceita-los é a de Ubarana, ou seja, melhor ficar debaixo do viaduto mesmo.
É que no Brasil a maioria é pobre. Imagina se eles pudessem ficar todos espalhados por aí fazendo farofada e pedindo esmolas. Sem contar no arrastão. O turismo do Brasil ia por água abaixo. Aqui também não é permitido acampar, mas eu falei com o “hominho” da limpeza dos parques aqui, ele falou que o governo não sabe o que fazer com este pessoal. Acho que começou a aparecer tanta gente depois desta crise toda e desemprego.
“Ubaranga” eu me lembro dos showzinhos de rock com camping, era o máximo, ahahah! Era trash, mas a gente se divertia. Coisas do interiorrrr…