
Campanha contra a droga meth, nos ônibus TheBus, em Oahu.
É impossível fechar os olhos para a quantidade de moradores de rua aqui no Havaí, como eu havia mencionado anteriormente. Andando de ônibus diariamente, começamos a reparar na quantidade de propagandas contra a droga meth. Eu nunca tinha ouvido falar nesta droga, parece que é mais comum aqui nos Estados Unidos.
O Hawaii é o quarto estado americano no ranking de consumo da droga meth e já gastou 43 milhões de dólares com os salas de emergências nos hospitais. Mas felizmente a aderência aos programas de reabilitação também é grande, é o terceiro estado com maior procura às ajudas, contra a dependência.
É muito triste ver todos estes moradores de rua aqui no Havaí, o paraíso mundial. Tenho certeza de que este número muito grande é diretamente relacionado com estas drogas e outras. E é muita gente com problemas mentais também, a gente vê nas ruas direto.
A droga é altamente viciante. No Brasil é chamada de metanfetamina ou droga de abuso. A pessoa pode ficar viciada após o primeiro uso da droga. E como toda droga, causa danos cerebrais. A utilização crônica traz também comportamentos psicóticos e violentos.
Os ônibus sempre lotados aqui de Oahu trazem sempre os anúncios da campanha anti-meth com frases de impacto, até bem pesadas. Eu chequei o website do Hawaii Meth Project e encontrei estes anúncios que estão sendo veiculados nos ônibus, bem visíveis, logo acima das janelas.
É meio difícil traduzi-los, mas tentei, da melhor forma possível. A etiqueta da direita, em cima do anúncio (Meth. Not even once.) quer dizer algo como: Meth, nem ao menos uma vez.

"Ninguém pensa que irá passar uma noite romântica aqui. Meth mudará isso."

"Ninguém pensa que irá tentar rasgar a própria pele. Meth mudará isso."

"Ninguém pensa que irá acordar aqui. Meth mudará isso."

"Ninguém acha que irá perder a virginidade aqui. Meth mudará isso."
O Havaí é bem engajado nos programas sociais e de conscientização da população. A gente vê sempre alguma manifestação nas ruas ou passeatas, até protestos.
Vimos também no jornal desta semana que está para ser construído um edifício especial para os moradores de rua, viciados e pessoas com problemas mentais. O projeto inclui o tratamento e reabilitação dessas pessoas. O único problema é que os moradores havaianos não querem que seja perto da área residencial, já que estes pacientes estarão circulando livremente pelas ruas. Eles estavam querendo construir em Chinatown e os moradores já começaram com um abaixo-assinado contra.
Cada lugar com seus problemas. E são sempre os mesmos. Será que as soluções serão as mesmas também, em todos os lugares?















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