
Interatividade com os 'bions', uma espécie de vida formada por sensores.
Feriado em São Paulo é sinônimo de cidade vazia. Sempre foi assim. Me lembro que sempre que eu vinha com a minha família passar o Natal aqui, na capital paulista, a cidade ficava irreconhecível.
Comércio fechado, trânsito calmo (raro aqui em São Paulo) e pouca gente na rua. Foi assim o dia todo hoje, sexta-feira. Todo mundo aproveitou o final de semana prolongado para dar uma viajada. E ainda está fazendo sol e calor em pleno inverno.
Hoje eu até ouvi um paulistano comentando com outro sobre a temperatura em São Paulo estes dias: ‘Se está quente agora, no inverno, tenho até medo de quando chegar o verão. Vai ser um calor de lascar.’ E é verdade, o clima está cada vez mais imprevisível, para não dizer perigoso.
Bem, voltando ao feriado, aproveitamos o dia para visitar a Bienal Internacional de Arte e Tecnologia, a Emoção Art.ficial 5.0. Com a temática da ‘autonomia cibernética’, a mostra tem trabalhos da Alemanha, Austrália, Estados Unidos, Canadá, Portugal e Brasil.

Este é o robô alemão que desenha caricaturas. (Fotos divulgação)

Robô virtual que responde às perguntas feitas pelos visitantes da mostra.

Esta 'engenhoca' testa os sinais de 'neurônios cultivados' em Atlanta, nos EUA.

Robôs 'descoordenados' movimentam-se de acordo com a presença humana.
A mostra começou faz 1 semana (1 de julho) e irá até o dia 5 de setembro. E é gratuita, no Itaú Cultural (Av. Paulista). Vale a pena conferir, é uma verdadeira viagem.
O bom de ser feriado foi que a gente teve uma tour guiado exclusivamente para nós 2, em inglês. A monitora explicou e demonstrou cada uma das obras. Sorte a nossa de estar tão vazio.
São obras incríveis, misturando experiências robóticas ‘com autonomia’ e arte, a interação entre homem e máquina e as questões que sempre existiram sobre o limite da inteligência artificial.
A pergunta que fica: será que um dia as máquinas terão vontade própria, atitude e autonomia como os humanos? Algumas das obras mostradas nesta exposição de arte e tecnologia tentam provar que as máquinas já estão começando a caminhar com as próprias pernas.











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