
Biscrok da Pedigree para a Lua. Panela no fogo para o porco do vizinho.
Ontem de manhã, quando a gente chegou na chácara aqui em Guapiaçu, a gente ouviu um alvoroço no vizinho. Era barulho de panelas, talheres e um corre-corre. O muro que divide as chácaras é bem baixo, portanto é possível ‘ver o que está acontecendo’ do outro lado.
Era o dia do porco. Eles criaram por muito tempo em um chiqueirinho colado no nosso muro um porco ganhado, enorme. Para mim é como se fosse um bicho de estimação, não tem muita diferença. Você alimenta todos os dias, ele reconhece a voz dos donos e tudo mais.
Resumindo, foi horrível. O porco gritava e esperneava do outro lado do muro. Que azar de estarmos na chácara nesta hora. A ‘matança’ durou muito tempo, estes animais são fortes. Depois de um tempão de gritaria, veio o silêncio. Depois do silêncio, mais gritaria do pobre porquinho. Depois do terror, provavelmente uma panelada gorda de feijoada ou porco assado.
Bem, na verdade, a carne que a gente come vem de animais como este. Carne de porco, galinha, boi e assim por diante. É aquela coisa, a gente fica impressionada com a ‘porcaria’ do vizinho e vai comer costelada depois, no almoço de domingo.
E, falando em animais, a Lua recebeu alta hoje de manhã. Está livre do veterinário por um bom tempo. Retirou os pontos, recebeu as últimas doses injetáveis de anti-inflamatório e antibiótico, reclamou um pouco e ficou muito feliz em voltar para a chácara.
Estou congelando água dentro de garrafas pet de refrigerante para cercar a gaiola da coelha e das porquinhas-da-índia quando estiver fazendo muito calor, principalmente entre o meio-dia e às 3 da tarde. Vi a dica na internet.
Vai entender este mundo dos homens e os animais, do churrasco e os bichos de estimação. Dos biscoitos caros para cachorro e a matança do porco do vizinho.















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