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  • O Café de Kona, na Big Island

    Café 100% Kona, produzido nas regiões montanhosas da Big Island, no Hawaii.

    Café 100% Kona, produzido nas regiões montanhosas da Big Island, no Hawaii.

    região de Kona é mundialmente conhecido pelo café produzido nas regiões montanhosas da Big Island. Toda a ilha vende o café de alta qualidade e muito saboroso.

    Passeando pelas lojas de Kona, a gente experimentou as amostras de café que eles dão nas ruas e lojas. O café de Kona é suave, sem o amargo característico do café comum. É bem saboroso, bem parecido com o café do Brasil (os de boa qualidade).

    Uma das mulheres que estava servindo o café de Kona estava explicando para a gente que o café que ela tinha para vender lá era bem fresco, tostados de manhã. Quando o café é fresco, recém-tostado, a embalagem fica até estufada. O ar sai por um furinho existente nas embalagens especiais de café fresco.

    Experimentamos o delicioso café de Kona oferecidos pelos vendedores nas ruas.

    Experimentamos o delicioso café de Kona oferecidos pelos vendedores nas ruas.

    Um pacote de café 100% Kona custa 22 dólares, meio caro.

    Um pacote de café 100% Kona custa 22.50 dólares, meio caro.

    As plantações de café são de tradição familiar havaiana, de gerações.

    As plantações de café são de tradição familiar havaiana, de gerações.

    Existem várias marcas de café no mesmo estilo, 100% Kona.

    Existem várias outras marcas de café no mesmo estilo, 100% Kona.

    Estes são os cafés 100% Kona. Existem alguns cafés vendidos nos supermercados e lojas, os chamados 10% Kona, um pouco mais baratos. São os cafés de Kona misturados com os cafés do terceiro mundo, como o Brasil e Indonésia. A qualidade destes outros cafés é praticamente a mesma, mas a mão-de-obra é mais barata.

    Estamos voltando aos poucos para a área de Hilo, onde iremos pegar o nosso voo para Maui, a outra ilha havaiana. A gente vem do norte para o nordeste, onde fica o aeroporto de Hilo.

    Esta montanha fica na parte norte da ilha, existem várias assim por lá.

    Esta montanha fica na parte norte da ilha, existem várias assim por lá.

    A gente nunca se cansa de fotografar as flores por onde andamos.

    A gente nunca se cansa de fotografar as flores por onde andamos.

    Águas claras em alguns pontos agitados do mar. Rochas pretas.

    Águas claras em alguns pontos agitados do mar. Rochas pretas.

    Algumas fazendas lindas na parte country da ilha, área central da Big Island.

    Algumas fazendas lindas na parte country da ilha, área central da Big Island.

    Vimos mais montanhas, fazendas e várias áreas no estilo country. Algumas cidades um pouco maiores no caminho com supermercados e algumas outras lojas conhecidas, mas bem poucas. Tudo muito calmo, bem afastado de tudo e muita área verde florida.

    Conhecemos a área de pescadores onde dormimos uma noite. Eles saem no meio da noite para pescar com seus barcos. O vilarejo é movimentado, gente chegando e saindo a noite toda. A cidade é tão pequena que o pessoal toma cerveja nas ruas, considerado contra a lei dos Estados Unidos. Muito bonita a vista dos barcos à noite, banhados pela lua cheia.

    Vilarejo dos pescadores. Dormimos uma noite lá, com lua cheia e tudo.

    Vilarejo dos pescadores. Dormimos uma noite lá, com lua cheia e tudo.

    No caminho para Hilo, na parte country, as placas de "pare" são em havaiano.

    No caminho para Hilo, na parte country, as placas de "pare" são em havaiano.

    Paisagens maravilhosas no caminho, como sempre, em todo o redor da ilha.

    Paisagens maravilhosas no caminho, como sempre, em todo o redor da ilha.

    A expedição Big Island está chegando ao fim. Maui “express vai começar, durando apenas 3 dias. Pretendemos percorrer a ilha toda também, de carro. Agora somos especialistas em explorar as ilhas do Havaí. Provavelmente vamos dormir no carro por lá também. É mais prático e econômico.

  • O Turismo na Big Island

    Em Kailua o comércio é mais intenso. Camisetas, bonés, vestidos e artesanatos.

    Em Kailua o comércio é mais intenso. Camisetas, bonés, vestidos e artesanatos.

    Kailua, como eu comentei anteriormente, é a cidade mais comercial da costa oeste da Big Island, na região de Kona. São lojas rústicas, bares, restaurantes, artesanato e tudo mais.

    O centro comercial de Kailua não tem nada a ver com Waikiki, por exemplo. É bem mais simples, me lembrou muito o estilo da Lagoa da Conceição, em Florianópolis. Um lugar muito agradável para passear, entrar de loja em loja, apreciar artesanatos e tomar um café ou sorvete.

    A famosa rede de lojas ABC, encontradas também em Waikiki, em Oahu.

    A famosa rede de lojas ABC, encontradas também em Waikiki, em Oahu.

    Alguns cartazes são bem rústicos, feitos à mão.

    Alguns cartazes são bem rústicos, feitos à mão. Shave Ice é o sorvete havaiano.

    Este é um dos restaurantes no caminho para o norte da ilha, beirando a praia.

    Este é um dos restaurantes no caminho para o norte da ilha, beirando a praia.

    Camisetas infantis com palavras na língua havaiana.

    Camisetas infantis com palavras na língua havaiana.

    Estátua original do rei Kamehameha I, da época da monarquia no Havaí.

    Estátua original do rei Kamehameha I, da época da monarquia no Havaí.

    Big Island Weekly, o jornal semanal gratuito da ilha.

    Big Island Weekly, o jornal semanal gratuito da ilha.

    A maioria dos artesanatos a gente já tinha visto em Waikiki. Muita coisa feita em madeira, vidro e conchas. Eles fazem também aqueles cobertores bordados, no estilo japonês, o futon.

    Os restaurantes servem frutos do mar e outras coisas boas. Os preços são altos, pois não tem tantas opções assim como era em Oahu. Eles servem as bebidas típicas havaianas também, os coquetéis como Mai Tai, Blue Hawaii e outros.

    Os hotéis são espalhados pela cidade, alguns bem grandes. Mas no geral não são muitos. Nesta época parece estar bem mais devagar o comércio turístico, vimos várias lojas e prédios sendo reformados, em construção. Eles devem estar se preparando para o mês de julho, verão e férias.

    Lojas de artesanato em Kailua, no centro comercial, parecidas com as de Waikiki.

    Lojas de artesanato em Kailua, no centro comercial, parecidas com as de Waikiki.

    Atrações históricas no centro de Kailua. Este é o jardim de um palácio real.

    Atrações históricas no centro de Kailua. Este é o jardim de um palácio real.

    Nos coqueiros do centro de Kailua vimos estes coquinhos verdes pendurados.

    Nos coqueiros do centro de Kailua vimos estes coquinhos verdes pendurados.

    Alimentos orgânicos são vendidos em várias lojas especializadas.

    Alimentos orgânicos são vendidos em várias lojas especializadas.

    Esta praia fica bem no meio das lojas e restaurantes, em Kailua.

    Esta praia fica bem no meio das lojas e restaurantes, em Kailua.

    Se a fôssemos morar na Big Island, escolheríamos esta cidade, Kailua para morar. Este lado da ilha, a parte oeste, é bem mais quente, seca e ensolarada do que a leste. A leste tem o vulcão ativo, que é muito interessante para conhecer, mas não para morar perto.

    O lado leste da Big Island (dos vulcões) sempre chove, é bem úmido e mais frio. As praias são todas pretas (bonitas, mas eu prefiro as areias brancas e finas). É um grande contraste com o outro lado da ilha.

    A costa oeste da ilha é mais alegre, areias brancas, bem rústico, mas com toda a estrutura necessária em Kailua. As praias são melhores, é tudo mais calmo. E com muita opção de parques, como percebemos em todo contorno da Big Island.

    A Big Island é assim: areia preta do lado direito, branca do lado esquerdo. No norte e sul, tons de cinza. Tudo banhado pelo super-azul do Oceano Pacífico. No meio da ilha é verde-vivo.

  • Explorando a Big Island, no Havaí

    O Havaí é caracterizado pela diversidade de paisagens, praias, flores e animais.

    O Havaí é caracterizado pela diversidade de paisagens, praias, flores e animais.

    A ilha não é tão grande assim. Dá para subir e descer, tranquilo, no mesmo dia. Estamos nos acostumando com a costa oeste da Big Island, já nos sentimos “em casa”.

    Kailua é a cidade mais desenvolvida de Kona, nosso porto seguro. A gente vai e volta para esta cidade para comprar comida e bebida, acessar a internet (gratuita no supermercado Safeway) e é onde está o nosso canto preferido para dormir, em uma espécie de mirante um pouco afastado das luzes da cidade.

    Atravessamos a ilha também pelo meio, conhecendo a região montanhosa.

    Atravessamos a ilha também pelo meio, conhecendo a região montanhosa.

    A maioria das paisagens ficam para trás, sem fotos, passando de carro.

    A maioria das paisagens ficam para trás, sem fotos, passando de carro.

    O verde das montanhas é um verde-vivo, muito bonito.

    O verde das montanhas da área central da ilha é um verde-vivo, muito bonito.

    O que pudemos perceber durante toda esta andança pelas praias e parques daqui é que sempre tem gente fazendo festa todos os dias. É churrasco, tarde na praia, comemorações com a família, piqueniques nos parques e até casamentos. Vida boa.

    Uma grande parte da população fala em havaiano entre eles, coisa que a gente não viu em Oahu, nem sabíamos que a língua era tão usada ainda no restante do Havaí. Em Honolulu, por exemplo, o pessoal fala só inglês. Aqui todo mundo sabe inglês (com sotaque havaiano), mas a língua usada na família é o havaiano.

    Várias pequenas fazendas com criação de gado, cavalos e cabras.

    Várias pequenas fazendas com criação de gado, cavalos e cabras.

    Voltando para o litoral a gente tem aquele contraste. Mas o verde continua.

    Voltando para o litoral a gente tem aquele contraste. Mas o verde continua.

    Oceano, pedras, lago e mato. Um listrado fenomenal.

    Montanha, mar, pedras, lago e mato. Um listrado fenomenal.

    Tem muitos pescadores por aqui. Este usa o mini-arpão para apanhar os peixes.

    Tem muitos pescadores por aqui. Este usa o mini-arpão para apanhar os peixes.

    As famílias daqui são bem grandes. Os churrascos, por exemplo, são enormes, reunindo toda a família, várias crianças, imagino que em média umas 3 ou 4 por casal. Eles vão em vários carros, juntando todos os parentes para recreação. Levam os cachorros também, que correm com as crianças pelos parques.

    O Havaí tem uma riqueza imensa em termos de paisagens. A cada parque ou praia que a gente conhece é um pouco diferente (às vezes completamente diferente). Nesta época, desde maio, as árvores estão carregadas de flores. O cenário é todo colorido e interessante por onde a gente passa.

    Este é o extremo norte da Big Island. Termina em uma estrada sem saída.

    Este é o extremo norte da Big Island. Termina em uma estrada sem saída.

    Lá do alto da montanha a gente vê o vale verde, com a vegetação mista.

    Lá do alto da montanha a gente vê o vale verde, com a vegetação mista.

    Descemos na praia em uma trilha cansativa. A areia é preta e fina.

    Descemos na praia em uma trilha. A areia é preta e fina com pedras redondas.

    Parece que alguém tentou construir uma casinha neste "fim de mundo".

    Parece que alguém tentou construir uma casinha neste "fim de mundo".

    E parece que tem até vizinho. A cabana é bem precária, só de galhos.

    E parece que tem até vizinho. A cabana é bem precária, só de galhos.

    O que mais a gente gostou foi a ausência quase que total de turistas nesta região. Tem sim, alguns aqui e ali, mas não é nada comparado com Oahu.

    O pessoal é bem simples, a gente se sente no meio do ritmo de vida deles. Lavamos até as nossas roupas com alguns havaianos em uma lavanderia local, daquelas de moedas.

  • A Baía dos Golfinhos e Tartarugas Verdes

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    Esta é umas das praias que a gente duvida às vezes que possam mesmo existir.

    Encontramos a nossa praia preferida em todo o Havaí: Kekaha Kai State Park, na parte noroeste da Big Island.

    A praia é simplesmente perfeita. A areia é branca-farinha, a água é azul-piscina. Fomos bem cedo, de manhã, e, mal acabamos de acordar direto, nos deparamos com uns 20 golfinhos saltando na água. Eles brincam bem cedo no mar, não conseguimos tirar fotos, pois estávamos muito surpresos e lentos.

    Os golfinhos dão piruletas no ar, saltam em grupos, parecem aqueles shows aquáticos. Muito bonito, extraordinário.

    O parque estadual Kekaha Kai dica na parte noroeste da Big Island, no Havaí.

    O parque estadual Kekaha Kai dica na parte noroeste da Big Island, no Havaí.

    Praia sensacional. Tranquila, maravilhosa, de um azul incomparável com as outras praias.

    Praia sensacional. Tranquila, de um azul incomparável com as outras praias.

    O parque é todo bonito. Bem cuidado, limpíssimo. É o paraíso.

    O parque é todo bonito. Bem cuidado, limpíssimo. É o paraíso.

    A água é o que mais impressiona. Parece de mentira. A areia é fofa, os pés afundam.

    A água é o que mais impressiona, parece de mentira. Os pés afundam na areia.

    A água é tão transparente que dentro, ao mergulhar com o snorkel, dá para ver tudo tão nítido como se não estivéssemos dentro da água. Nadamos com as centenas de peixes multi-coloridos e com as tartarugas marinhas, bem de perto. Vimos vários peixes-unicórnios, bem interessantes.

    Para mim, esta praia ganha de Hanauma Bay, em Oahu. A água é mais cristalina, o nível da água é mais alto perto dos corais (que são mais coloridos), portanto a gente não se machuca. Os peixes são diferentes e as tartarugas marinhas verdes são mais abundantes. Sem contar que é bem mais vazia, areia fina e limpa.

    O parque tem banheiros, chuveiros e mesas para piqueniques. Mas, como todos os outros parques, nenhum comércio por perto. Como a gente já sabia disso, levamos nossos sanduíches do Subway para comermos após os mergulhos, que sempre dão fome.

    Pequenas pedras na areia branca para dar um charme ainda maior ao local.

    Pequenas pedras na areia branca para dar um charme ainda maior ao local.

    Eu poderia ficar nesta praia para sempre. Quem não gostaria?

    Eu poderia ficar nesta praia para sempre. Quem não gostaria?

    Nossos sanduíches do Subway, lanche estratégico no paraíso havaiano.

    Nossos sanduíches do Subway, lanche estratégico no paraíso havaiano.

    A praia é realmente a melhor da Big Island, nós checamos todas. Até vamos voltar lá mais vezes nos próximos dias. Praia como essa a gente não encontra mais. Encontramos, além desta praia, alguns outros pontos lindos, com montanhas, em outros estilos.

    Praia perfeita para mim é exatamente essa. Areia limpa, branca, finíssima. Água transparente e calma, peixes, tartarugas marinhas e golfinhos. E para ajudar, quase deserta. Sem dúvidas é o melhor da Big Island.

  • Lugar Sagrado no Hawaii

    Pu'uhonua o Honaunau National Historical Park, na costa leste da Big Island.

    Pu'uhonua o Honaunau National Historical Park, na costa leste da Big Island.

    Se vierem visitar Big Island, não deixem de conhecer um dos lugares mais bonitos aqui no Hawaii, o Pu’uhonua o Honaunau National Historical Park. O parque fica na região oeste da Big Island, na região de Kona.

    O lugar, além de um parque histórico, é um dos locais perfeitos para passear e passar o dia, o cenário é maravilhoso, com estátuas esculpidas em madeira, no estilo tradicional havaiano, parte do complexo arqueológico do parque que inclui também templos, lagos e vilarejos.

    O espaço é preservado desde a época da monarquia, em 1955, o lugar escolhido por um dos reis da época. A praia era usada principalmente para o porto de chegada e recepção real. Você percebe que o rei tinha bom gosto. A praia é simplesmente perfeita.

    Entrada do Parque. na região noroeste da Big Island.

    Entrada do Parque Pu'uhonua o Honaunau. na região noroeste da Big Island.

    Cenário de sonho, ilhazinha com coqueiros, areia branca, mar azul e tranquilidade.

    Cenário de sonho, ilhazinha com coqueiros, areia branca, mar azul e tranquilidade.

    Área protegida com tartarugas marinhas verdes, habitantes desta praia.

    Área protegida, com tartarugas marinhas verdes, habitantes desta praia.

    Estes totens são a marca registrada da história havaiana. Sagrados e maravilhosos.

    Estes totens são a marca registrada da história havaiana. Maravilhosos.

    O parque mantém a natureza intacta no local. É proibido mover qualquer coisa no parque.

    O parque mantém a natureza intacta no local.

    Quadros e esculturas na entrada no parque com áudios interativos contando a história do local.

    Quadros e esculturas na entrada no parque com áudios interativos.

    Areia branca, com coqueiros espalhados, o Pu’uhonua o Honaunau é um local considerado sagrado. Na praia não é permitido tomar sol nem pisar na grama. Tudo é rigorosamente controlado para que o ambiente continue intacto. É praticamente um museu histórico na praia, belíssimo.

    O parque cobra 5 dólares por veículo, por visita. É entregue um folheto com o mapa do parque e todas as explicações históricas de cada ponto. São 16 pontos onde você vai seguindo os números sequenciais, uma espécie de “mapa do tesouro” onde os turistas tiram fotos e apreciam a particularidade de cada local.

    Ficamos encantados com estes totens de madeira esculpidos.

    Ficamos encantados com estes totens de madeira esculpidos.

    Cabana da época, feita de palha, com canoas feitas de madeira.

    Cabana da época, feita de palha, com canoas feitas de madeira.

    Esta é a cabana principal, a maior atração do parque, cercada de totens.

    Esta é a cabana principal, a maior atração do parque, cercada de totens.

    Coqueiros, rochas negras e areia branca espalhados pelo parque.

    Coqueiros, rochas negras e areia branca espalhados pelo parque.

    O local é tão especial que tiramos muitas fotos.

    O local é tão especial que tiramos muitas fotos.

    Pedra usada como tabuleiro de jogo na época.

    Pedra usada como tabuleiro de jogo na época.

    Este parece o guardião do parque. Quem resiste a estes totens?

    Este parece o guardião do parque. Quem resiste a estes totens?

    Em todos estes lugares (os parques) é sempre bom levar comidas e bebidas. Os parques da região norte são no meio da estrada, sem comércio por perto, tudo é bem rústico. Quanto mais para o norte da ilha, menos lojas.

    Como estamos de carro, enchemos o porta-malas de comidas e bebidas. E também decidimos que dormir no carro é mais confortável e prático que em barraca, pelo menos nesta nossa expedição pela Big Island. Estamos tomando banho de mar e depois nos chuveiros públicos dos parques. Sobrevivendo e adorando.

  • A Volta pela Big Island

    Esta ilhazinha fica em Captain Cook, na costa leste da Big Island, no Havaí.

    Esta ilhazinha fica em Captain Cook, na costa leste da Big Island, no Havaí.

    Pretendemos dar uma volta em toda a Big Island. Começamos pelo camping em Hilo e região (leste da ilha) e dirigimos em direção ao sul, passando novamente pelo Parque Nacional dos Vulcões, onde dormimos uma noite fria no carro.

    Fizemos altas caminhadas no parque, uma delas atravessando uma cratera enorme do vulcão, uma trilha de quase 8 quilômetros com chuva fraca. Fizemos as principais trilhas e passeios, visitamos o ponto mais alto do parque onde as nuvens ficam na altura do nosso rosto.

    Trilha (Kilauea Iki Trail) muito cansativa de quase 8 quilômetros, na chuva.

    Trilha (Kilauea Iki Trail) muito cansativa de quase 8 quilômetros, na chuva.

    É uma imensidão dentro da cratera. Em alguns pontos saem fumaça da terra.

    É uma imensidão dentro da cratera. Em alguns pontos saem fumaça da terra.

    A trilha é longa mas compensa. É uma experiência única.

    A trilha é longa mas compensa. É uma experiência única.

    Pelo parque a gente encontra algumas flores nascendo "das cinzas".

    Pelo parque a gente encontra algumas flores nascendo "das cinzas".

    Algumas lavas cobriram árvores e arbustos formando estas esculturas.

    Algumas lavas cobriram árvores e arbustos formando estas esculturas.

    Algumas árvores receberam respingos de lava que viraram pedras por entre os galhos.

    Respingos de lava que viraram pedras por entre os galhos das árvores.

    Encontramos uma área com rochas formadas de lavas e metais, bem leves.

    Encontramos uma área com rochas formadas de lavas e metais, bem leves.

    Indo para a costa oeste da ilha, a paisagem começa a mudar. Ao invés de apenas rochas negras, começam a aparecer areias brancas, dando um contraste interessante.  A estrada é uma só, a Kamehameha Hwy., que contorna praticamente toda a ilha.

    A estrada tem uma sequência de árvores diferentes. Às vezes todas de troncos claros, quase brancos, outras mais escuras, formando uma imensa cerca verde por toda a trajetória. Em muitas áreas a gente observou as primaveras coloridas beirando a estrada, aquelas flores que têm no Brasil, de todas as cores, tão lindas.

    Colhemos cajus de um pé carregado que estava no caminho, vimos uma zebra com uns cavalos, muitas lojas rústicas, caixas postais quase no meio da rua pertencentes às casas escondidas no meio do mato. Uma delas era muito bonita, em formato de flamingo cor-de-rosa.

    As águas do mar começam a ficar mais claras no lado oeste da Big Island.

    As águas do mar começam a ficar mais claras no lado oeste da Big Island.

    Mas as rochas negras continuam, cercando toda a paisagem da costa leste.

    Mas as rochas negras continuam, cercando toda a paisagem da costa leste.

    Vimos várias praias, baías e parques no caminho.

    Vimos várias praias, baías e parques no caminho. Paramos em todos.

    Cajus que a gente apanhou no caminho, quase em Kona. Deliciosos!

    Cajus que a gente apanhou no caminho, quase em Kona. Deliciosos!

    Chegando na área de Kona, a parte mais civilizada da ilha, começamos a ver semáforos, ruas movimentadas, comércio mais intenso, shoppings e todas as outras lojas que a gente estava acostumado a ver em Honolulu.

    Como estamos fazendo a viagem de carro é possível pararmos em todas as praias no caminho, parques e vistas. Não deixamos passar um. Uma viagem muito agradável, com paisagens que nunca deixam a estrada monótona.

    No caminho encontramos várias lojas onde vendem o café de Kona. Passando pela estrada é possível até sentir o cheiro do café destas lojas, em ruas estreitas. Kona é quente, florida e não chove como a parte leste da ilha.

  • Hilo, a Cidade dos Parques

    O Liliokalani Park é um autêntico jardim japonês, aqui perto do camping onde estamos.

    O Lili'Uokalani Park é um autêntico jardim japonês, aqui perto do camping onde estamos.

    Descobrimos o motivo de Hilo, a maior cidade da Big Island (segunda maior de todo o Havaí, após Honolulu, a capital), localizada aqui no lado leste da ilha, ter tantos parques. É por causa dos tsunamis e as destruições ocorridas no passado, causadas pelo fenômeno natural. Decidiram então usarem estas áreas para parques recreativos onde não serão severamente afetados pelos tsunamis no futuro.

    Realmente, beirando a praia, é um parque atrás do outro, por isso Hilo leva o apelido de “a cidade dos parques”. Sempre vemos pessoas com os carros parados nos estacionamentos do parque, fazendo churrascos, festas e passando o dia na praia ou pescando. As crianças vão sempre acompanhados pelos pais, vimos cachorros e pessoas tocando ukulele.

    Ficamos impressionados com a cor desta pequena piscina de águas agitadas.

    Ficamos impressionados com a cor desta pequena piscina de águas agitadas.

    As crianças estão sempre brincando nos laguinhos beirando as praias.

    As crianças estão sempre brincando nos laguinhos beirando as praias.

    Ponte no jardim japonês, um parque recreativo também.

    Ponte no jardim japonês, um parque recreativo também.

    A visita a este parque (Liliokalani Park) faz parte do roteiro da maioria dos turistas.

    A visita a este parque (Lili'Uokalani Park) faz parte do roteiro da maioria dos turistas.

    Flores e flores espalhadas pelos jardins e parques do Havaí.

    Flores e flores espalhadas pelos jardins e parques do Havaí.

    Os parques têm um estrutura muito boa, são bem limpos, têm chuveiros, banheiros (com papel higiênico sempre), mesas e cadeiras de madeira para piqueniques ou churrascos. Muitos destes parques têm até salva-vidas, placas de orientação sobre as condições das ondas e outros funcionários locais.

    O povo havaiano, no geral, pelo menos aqui na Big Island, vive muito bem, tem várias opções de lazer gratuitas, muita comida natural, pesca e plantações de frutas. Não vimos moradores de rua como em Oahu. Não vimos nenhum até agora, para falar a verdade. Vimos um pessoal simples, mas não miserável.

    Esta é a polícia local, perto dos parques. Uma espécie de delegacia de bairro.

    Esta é a polícia local, perto dos parques. Uma espécie de delegacia de bairro.

    Nos parques, a placa avisando para tomar cuidado com os côcos e folhas que caem das árvores.

    Nos parques, o aviso para tomar cuidado com os côcos que caem das árvores.

    Uma outra cachoeira que a gente foi conhecer no Rainbow Fall Park.

    Uma outra cachoeira que a gente foi conhecer no Rainbow Falls State Park.

    A cachoeira é muito bonita. A vista é maravilhosa.

    A cachoeira é muito bonita. A vista é maravilhosa.

    Descobrimos um shopping até que grande, o Prince Kuhio Plaza Mall, supermercados como Walmart, Safeway e Foodland, e todas as franquias dos principais fast foods. O centro comercial da região é bem rústico, com várias lojinhas pouco movimentadas e feiras com frutas e verduras.

    O centro comercial de Hilo é bem simples, com lojinhas, galerias e feiras.

    O centro comercial de Hilo é bem simples, com lojinhas, galerias e feiras.

    As frutas e vegetais vendidos em Hilo são bem mais baratos que em Waikiki.

    As frutas e vegetais vendidos em Hilo são bem mais baratos que em Waikiki.

    Flores vendidas na feira que acontece todos os dias, no centro de Hilo.

    Flores vendidas na feira que acontece todos os dias, no centro de Hilo.

    A gente comeu estes dias basicamente as comidas prontas, vendidas nos supermercados. No Safeway encontramos pães integrais grandes e baratos, saladas de tofu com agrião, broto de feijão, tomate e molho shoyu, o poke de atum (sashimi havaiano), sopas orgânicas e outros. É claro que às vezes a gente não escapa dos fast foods e comidas chinesas também.

  • Curiosidades sobre a Big Island

    Imagem das lavas do vulcão Kilauea caindo no mar. Cena que não poderemos ver.

    Imagem das lavas do vulcão Kilauea caindo no mar. Cena que não poderemos ver.

    Se a gente tivesse vindo a umas 3 semanas atrás, poderíamos ver as lavas do vulcão Kilauea desaguarem no mar, um fenômeno muito curioso que tem acontecido diariamente aqui na Big Island. Por causa da atividade intensa do vulcão nas últimas semanas, as lavas interditaram o caminho que dava para esta vista.

    Eles deixam interditado por um bom tempo, até terem a certeza absoluta de que as lavas estão completamente solidificadas por dentro. Por fora, elas parecem todas iguais, as antigas e as “frescas”. Já aconteceu de cientistas experientes pisarem nestas lavas, aparentemente endurecidas, e cairem nas rachaduras ainda incandecentes.

    Placa colocada recentemente, após do grande escorrimento de lavas. Ainda estão moles por dentro.

    Placa colocada recentemente, após do grande escorrimento de lavas.

    Você olha para todos os lados e só vê este cenário "queimado".

    Você olha para todos os lados e só vê este cenário "queimado".

    As lavas formam desenhos curiosos pelo chão. Estas parecem cobras.

    As lavas formam desenhos curiosos pelo chão. Estas parecem cobras.

    Esta parece aqueles pisos de calçadas ou praças. Desenhos quase uniformes.

    Esta parece aqueles pisos de calçadas ou praças. Desenhos quase uniformes.

    Mas a maioria é assim, camada sobre camada, mostrando a direção em que se moviam.

    Mas a maioria é assim, em camadas, mostrando a direção em que se moviam.

    Alguns terrenos, ali perto da placa de perigo estão à venda. Tem algumas casas ao redor.

    Alguns lotes, ali perto da placa de perigo, estão à venda. Vimos algumas casinhas.

    Nesta época em que estamos aqui, o vulcão está bem ativo. Outras áreas do Parque Nacional dos Vulcões do Hawaii estão interditadas também devido ao gás nocivo das fumaças das lavas. Portanto, é necessário dirigirmos com os vidros fechados nos locais em alerta.

    Após andarmos na chuva para vermos a tal vista à noite, das lavas no mar, voltamos, com uma outra turma de turistas decepcionados pela vista que não pudemos assistir. As condições mudam sempre. A qualquer momento pode acontecer um novo escorrimento grande de lava e mudar novamente o cenário próximo ao mar.

    E com isso a Big Island vai se expandindo. O Havaí está em constante mudança, sempre para maior. Uma nova ilha está prevista para os próximos 10 a 100 mil anos. Fico tentando imaginar como o Havaí será nesta época. A maioria das terras aqui são bem recentes, com a vegetação ainda bem no início de sua formação.

    Nos próximos dias estamos planejando ir para o outro lado da Big Island, a região de Kona, oeste da ilha. A área de Kona é mais ensolarada, mais quente e mais turística. As praias são mais bonitas, com areias claras e o comércio bem mais intenso. É lá que estão as famosas plantações de café.

  • O Zoológico da Big Island

    Namaste, o tigre branco do zoológico da Big Island, no Havaí.

    Namaste, o tigre branco do zoológico (Pana’Ewa Rainforest Zoo) da Big Island, no Havaí.

    Em Honolulu tem um zoológico pequeno, no meio de Waikiki, resolvemos esperar pelo zoológico na Big Island, que, além de ser em uma área mais bonita e mais afastada da cidade, é bem maior e mais interessante.

    O zoológico chama-se Pana’Ewa Rainforest Zoo, a entrada é gratuita e é também um jardim botânico com árvores, plantas e flores. Os bichos têm um espaço bem grande comparado aos zoológicos comuns. As jaulas são enormes, os animais parecem felizes e bem tratados.

    Não tem como olhar para estes veados e não lembrar do Bambi, da Disney.

    Não tem como olhar para estes veados e não lembrar do Bambi, da Disney.

    Muitos pássaros diferentes, lindos, me lembram os dos parques no Brasil.

    Muitos pássaros diferentes, lindos, me lembram os dos parques no Brasil.

    O Pana'Ewa Rainforest Zoo é um excelente passeio em Big Island.

    O Pana'Ewa Rainforest Zoo é um excelente passeio em Big Island.

    Além de animais de várias espécies, as plantas são também uma grande atração.

    Além de animais de várias espécies, as plantas são também uma grande atração.

    Não tem quem não goste das araras azuis. No Brasil a gente pegou na mão.

    Não tem quem não goste das araras azuis. No Brasil a gente pegou na mão.

    A alimentação dos animais são frutas frescas picadas e sementes, as jaulas são bem limpas, arborizadas e espaçosas, sem muitos bichos dividindo o mesmo lugar. Assim dá gosto de ver os animais. Geralmente dá aquela impressão de que eles são as criaturas mais infelizes do mundo naquelas jaulas pequenas no sol, como já vimos muitas vezes antes.

    O tigre branco de bengala foi uma doação de um mágico de Las Vegas. Vimos um mural com a foto do mágico e do tigre, muito interessante. Namaste, nome do trigre (significa aloha, na língua indiana), fez 12 anos de vida.

    Como o Brasil, o Havaí tem muitos animais tropicais. Vimos animais vindos de várias partes do mundo, vários da América do Sul. Araras, tucanos, macacos, tartarugas, veados, lêmures, vários outros pássaros e uma infinidade de outros animais.

    Este é um abacaxi da espécie avermelhada. Bem semelhante aos alaranjados.

    Este é um abacaxi da espécie avermelhada. Bem semelhante aos alaranjados.

    Este pássaro fica brincando com o sino azul o tempo todo, fazendo barulhos.

    Este pássaro fica brincando com o sino azul o tempo todo, fazendo barulhos.

    Flores exóticas com as vitórias-régias no fundo. Todas em flores.

    Flores exóticas com as vitórias-régias no fundo. Todas em flores.

    Este papagaio fica bem na entrada do zoológico. Ele faz até pose para as fotos.

    Este papagaio fica bem na entrada do zoológico. Ele faz até pose para as fotos.

    Este aqui dá uns gritos bem altos, parece que alguém tá matando o coitado.

    Este aqui dá uns gritos bem altos e levanta o topete branco, muito engraçado.

    É interssante como as orquídeas crescem nos troncos das palmeiras. Vimos várias assim, por toda a ilha, principalmente uma orquídea de flores roxas.  Vimos as flores da vitória-régia, planta que a gente tem no Brasil também, no Amazonas.

    Eu nunca me canso de ir aos zoológicos. Mesmo sendo os mesmos animais, da mesma espécie, é sempre bom visitá-los de vez em quando, ver estes bichos que a gente não vê todos os dias, de perto.

    O zoológico estava bem vazio, muito calmo, como tudo por aqui. Os turistas são poucos, os animais ficam mais à vontade sem tanta gente ao redor. Vimos o tigre branco bem de perto. Geralmente o pessoal só pode vê-lo quando é alimentado, devido à grande área em que vive.

  • Cachoeiras e Cenários Paradisíacos

    Onomea Bay foi uma das mais belas paisagens que vimos até agora no Hawaii.

    Onomea Bay foi uma das mais belas paisagens que vimos até agora no Hawaii.

    De carro fica fácil rodear a ilha. São vários parques espalhados, a gente vai seguindo os guias da internet tentando encontrar as melhores atrações, próximas de onde estamos, em Hilo, na parte nordeste da Big Island.

    Não poderíamos deixar de visitar as cachoeiras daqui. O Akaka Falls State Park tem 2 cachoeiras. A maior é longa e fina, caindo bem lá do alto. Me lembrou a Casca D’Anta na Serra da Canastra, em Minas Gerais. A diferença é que não é possível aproximar-se do pé da cachoeira como é em Minas. Como todos os parques que visitamos aqui nos Estados Unidos, dá para ver apenas de longe.

    O parque tem uma espécie de trilha para a melhor vista da cachoeira.

    O parque tem uma espécie de trilha para a melhor vista da cachoeira.

    O paredão verde onde cai a cachoeira é de cor viva, acabando em um buraco profundo.

    O paredão onde cai a cachoeira é de cor viva, acabando em um buraco profundo.

    A outra é bem menor, formando um risco branco por entre a vegetação densa.

    A outra é bem menor, formando um risco branco por entre a vegetação densa.

    A trilha faz um círculo onde é possível ver as 2 cachoeiras do parque.

    A trilha faz um círculo onde é possível ver as 2 cachoeiras do parque.

    Flores nativas e exuberantes por entre as diversas plantas no parque.

    Flores nativas e exuberantes por entre as diversas plantas no parque.

    Em inglês, esta planta leva o nome de "Queijo Suísso". Em português eu não tenho nem idéia.

    Em inglês, esta planta leva o nome de "Queijo Suíço". Em português eu não sei.

    O problema de conhecer lugares como os parques da Foz do Iguaçu (Brasil e Argentina) é que depois todas as cachoeiras perdem um pouco o encanto. Não existe nada comparável às cataratas do Iguaçu. Mas as menores cachoeiras têm lá o seu charme. Estas aqui do Hawaii são consideradas umas das principais atrações da Big Island.

    Mas cenário mesmo a gente viu no Onomea Bay, passando pela Scenic Drive. A estrada toda tem uma vista fenomenal. Pegamos depois uma trilha que chega bem próximo às “montanhas quebradas ao meio”. Foi uma das mais belas paisagens que vimos até agora aqui em todo o Havaí.

    Fizemos algumas das trilhas no Onomea Bay, passando por paisagens impressionantes.

    Fizemos algumas das trilhas no Onomea Bay, passando por paisagens incríveis.

    O mar é agitado nesta área. A vista é de não querer mais ir embora.

    O mar é agitado nesta área. A vista é de não querer mais ir embora.

    Tiramos várias fotos, mas ao vivo é umas 100 vezes melhor.

    Tiramos várias fotos, mas ao vivo é umas 100 vezes melhor.

    Nunca vimos tanto tipo de vegetação diferente em um só lugar.

    Nunca vimos tanto tipo de vegetação diferente em um só lugar.

    E para completar, estas 2 rochas gêmeas, no meio do mar azul do Havaí.

    E para completar, estas 2 rochas gêmeas, no meio do mar azul do Havaí.

    A única coisa é que as fotos muitas vezes não captam a total essência do local. Faltou o barulho das ondas, a visão 360 graus do local, o céu azul, o balanço da vegetação mista, a umidade do ar, e, é claro, o momento de estar de frente para esta maravilha toda.

    Nunca vi lugar para chover tanto como aqui. A nossa barraca fica úmida a noite toda. Ainda bem que faz sol forte de dia e acaba dando uma secada por dentro da nossa casinha. O meu colchão (daqueles de praia, inflável, colorido) está funcionando bem, o do Franky esvazia no meio da madrugada. A gente quase não se incomoda mais com a sinfonia dos sapos durante a noite.

  • A Praia de Areias Pretas

    A praia é bem diferente do que a gente está acostumado a ver. Tudo preto.

    A praia é bem diferente do que a gente está acostumado a ver. Tudo preto.

    Aqui no parque do lado do camping (Richardson Beach Park) tem uma praia de areias pretas e rochas vulcânicas. É tudo preto banhado pelas águas cristalinas do mar.

    A areia preta é formada por rochas vulcânicas que se desintegraram, minúsculas esmeraldas que brilham no sol (trazidas do fundo da terra pelas lavas) e pedacinhos de conchas brancas quebradas.

    Rochas, areias e pedrinhas pretas no parque, rodeando o mar azul.

    Rochas, areias e pedrinhas pretas no parque, rodeando o mar azul.

    A areia preta nem chega a ser tão bonita, é diferente, vamos assim dizer.

    A areia preta nem chega a ser tão bonita, é diferente, vamos assim dizer.

    Partículas de rocha vulcânica, conchas quebradas e esmeraldas minúsculas.

    Partículas de rocha vulcânica, conchas quebradas e esmeraldas minúsculas.

    É uma praia bem local. Quando fomos passear por lá, tinha 2 grupos de crianças bem novas fazendo aulas práticas de mergulho com os professores. As instruções eram tudo em língua havaiana. Desde pequenos eles aprendem o inglês e o havaiano ao mesmo tempo.

    As crianças aprendem desde cedo a nadar, em contato com a natureza.

    As crianças aprendem desde cedo a nadar, em contato com a natureza.

    Após a aula teórica em havaiano sobram apenas os chinelinhos na areia.

    Após a aula teórica em havaiano sobram apenas os chinelinhos na areia.

    Nesta área da Big Island, os corais são mais coloridos que os da ilha Oahu. Provalvemente devido ao fato de ser mais local e menos turistas usando protetores solares que danificam os corais. Muitos peixes nesta área, vários pontos excelentes para mergulho.

    Conhecemos uma menina havaiana de 3 anos de idade que estava passeando pela praia com o pai dela. Ela sentou-se com a gente por um tempão. Ficamos fazendo anéis de mato seco e tentando nos comunicar.

    Uma paisagem única. Nunca vimos nada parecido antes.

    Uma paisagem única. Nunca vimos nada parecido antes.

    Menina havaiana brincando nas areias escuras da praia.

    Menina havaiana brincando nas areias escuras da praia.

    Ela perguntava várias coisas que a gente não entendia. Fizemos anéis de galhos.

    Ela perguntava várias coisas que a gente não entendia. Fizemos anéis de galhos.

    O povo havaiano é bem simples, bem parecido com o povo brasileiro. Um pessoal alegre, sorridente, sempre querendo fazer amizades e puxar assunto. Um pessoal de bem com a vida.

    Os dias começaram a passar bem rápido por aqui. Mesmo acampados, de carro e acordando cedo parece que o dia acaba rapidinho. É o espírito Aloha que faz a gente entrar no ritmo mais calmo. Quando a gente vê já é quase hora de dormir (com os sapos e caramujos)..

    A vegetação daqui é tão rica e tão densa que às vezes temos que parar o carro na estrada e andar ao redor para ver de perto as plantas e flores que contornam as estradas. Existem inúmeras trilhas também, todas com placas, mas são muitas, impossível a gente fazer todas.

  • Big Island, a Ilha-Aventura

    Planta encontrada no Parque Nacional dos Vulcões do Hawaii, Big Island.

    Planta nativa encontrada no Parque Nacional dos Vulcões do Hawaii, Big Island.

    Big Island é na verdade o apelido de Hawaii, nome da ilha. Como é o mesmo nome do estado, conjunto de todas as ilhas havaianas, levou este apelido de “ilha grande” para se diferenciar.

    O que pudemos perceber é que aqui, na Big Island, não tem muito turista pelas ruas, supermercados e restaurantes. É no geral apenas o pessoal que mora aqui. Os turistas são mais encontrados no parque nacional. Como a ilha é muito grande eles se espalham e é quase raro encontrá-los no dia-a-dia.

    Alguns vilarejos da ilha me lembram Campos do Jordão com suas hortênsias.

    Alguns vilarejos da ilha me lembram Campos do Jordão com suas hortênsias.

    O ritmo de vida aqui nesta ilha é bem mais pacato. O pessoal é bem tranquilo, bem ritmo de ilha mesmo, ainda mais lento que Oahu, a ilha-férias. Aqui eu chamaria de ilha-aventura. Big Island não tem grandes hotéis, restaurantes e lojas. São, na maioria, bem simples, com letreiros pintados à mão, bem rústicos.

    Continuando o post de ontem, sobre o Parque Nacional dos Vulcões no Havaí, citarei algumas outras atrações do parque.

    Achamos muito interessante os túneis formados pelas lavas. São verdadeiras cavernas, que me lembram algo entre as cavernas naturais do Petar (em São Paulo) e as de São Tomé das Letras (em Minas Gerais). São onde as lavas percorreram quando estavam na forma líquida, formando um túnel por debaixo da terra.

    Túnel formado pelas lavas, por debaixo da terra.

    Túnel formado pelas lavas que um dia passaram por ali.

    Saída de um dos túneis de lava. Um passeio muito interessante.

    Saída de um dos túneis de lava no Parque Nacional dos Vulcões do Hawaii

    Em algumas áreas saem um vapor quente por debaixo da terra devido ao vulcão.

    Em algumas áreas saem um vapor quente por debaixo da terra devido ao vulcão.

    É possível caminhar por entre estes túneis. Um deles foi necessário uma lanterna (a gente levou) para podermos ver no escuro. É uma escuridão sem fim, de dar desespero por entre as paredes úmidas e silenciosas. Ficamos com medo da bateria da lanterna acabar e ficarmos perdidos no meio do nada.

    O parque tem também uma pequena galeria de arte e lojinha com artigos surpreendentes. Não vimos obras de arte como estas em Oahu. Me pareceu mais originais e bem mais autênticas. Este pequeno espaço foi montado em um hotel antigo, um casarão com paredes gastas, bem rústico.

    A pequena galeria tem até uma lareira no meio da antiga sala de hotel.

    A pequena galeria tem até uma lareira no meio da antiga sala de hotel.

    Artesanato típico havaiano. Esta "cabaça" é usada para tocar as músicas de hula.

    Artesanato típico havaiano. Esta "cabaça" é usada para tocar as músicas de hula.

    É a cara do povo havaiano. Pele escura, um misto de oriental e índio.

    É a cara do povo havaiano. Pele escura, um misto de oriental e índio.

    Muita escultura feita de madeira, objetos espetaculares e curiosos.

    Muita escultura feita de madeira, objetos espetaculares e curiosos.

    Ficamos encantados com a originalidade das obras de arte.

    Ficamos encantados com a originalidade das obras de arte.

    Esta é uma casinha que fica ao lado da galeria de artes.

    Esta é uma casinha muito interessante que fica ao lado da galeria de artes.

    Sobrevivemos às 3 primeiras noites no camping onde estamos. Não choveu forte mais, apenas chuviscos durante à noite. O dia passa lentamente por aqui, afinal estamos acordando com os passarinhos, às 5 e pouco da manhã.

  • Parque Nacional dos Vulcões no Hawaii

    Esta é a visão que a gente tem de dia, do vulcão ativo Kilauea no Parque Nacional.

    Esta é a visão que a gente tem de dia, do vulcão ativo Kilauea no Parque Nacional.

    Ainda bem que alugamos carro. Jamais poderíamos visitar o Parque Nacional dos Vulcões no Hawaii sem carro. Não tem como, é enorme e as atrações ficam bem longe uma das outras, é preciso dirigir longas distâncias entre elas.

    A entrada do parque custa 10 dólares com direito a 7 dias de visita devido ao tamanho do parque. Existem várias trilhas e pontos que não são possíveis serem vistos no mesmo dia.

    No primeiro dia visitamos o parque no geral, dirigindo pelas extensas estradas com vistas impressionantes como campos negros formados de lavas endurecidas, várias crateras formadas pelos vulcões  e o mar agitado ao redor, próximos às rochas vulcânicas.

    As rochas que beiram o mar muitas vezes formam interessantes paisagens.

    As rochas que beiram o mar muitas vezes formam interessantes paisagens.

    Ao dirigir pelo parque, a primeira impressão que dá é de “fim de mundo”. Tudo preto, parecendo aqueles cenários de filme após uma grande destruição. Em algumas outras áreas há uma vegetação nova que foi crescendo com o passar do tempo sobre as rochas vulcânicas. Foi assim que se formou todo o Havaí.

    Entre as rachaduras das lavas a vegetação já começa a aparecer.

    Entre as rachaduras das lavas a vegetação já começa a aparecer.

    Em áreas um pouco mais antigas já dá para ver uma grande área verde.

    Em áreas um pouco mais antigas já dá para ver uma grande área verde.

    O parque fica a menos de 1 hora de onde estamos acampados. Mesmo sendo uma distância curta, tem muita diferença de temperatura. É bem frio e venta demais a ponto de às vezes não conseguirmos caminhar direito. Durante a noite a temperatura chega a zero graus Celsius.

    Não fizemos nenhuma trilha grande hoje. Só paramos para ver os vários pontos mostrados no mapa, vimos os desenhos primitivos no estilo “homem das cavernas” nas rochas vulcânicas (tivemos que caminhar quase 1 hora para ver estes desenhos). Mesmo de carro levamos o dia todo.

    Estes buracos esculpidos nas pedras representam os nascimentos dos havaianos.

    Estes buracos esculpidos nas pedras representam os nascimentos dos havaianos.

    É uma espécie de "álbum de família" nas pedras dos povos havaianos antigos.

    É uma espécie de "álbum de família" dos povos havaianos antigos.

    E, claro, vimos o vulcão ativo Kilauea. De dia é possível ver somente as fumaças brancas que saem da cratera. Por isso passamos o dia todo no parque até o anoitecer para podermos ver as flamejantes lavas no escuro, um imenso caldeirão de fogo líquido alaranjado incandecente.

    O vulcão ativo é um grande fogo laranja com fumaças saindo da cratera.

    O vulcão ativo é um grande fogo laranja com fumaças saindo da cratera.

    O Kilauea ilumina a noite fria e com ventos fortes no Parque Nacional dos Vulcões.

    O Kilauea ilumina a noite fria e com ventos fortes no Parque Nacional dos Vulcões.

    Como temos 7 dias no total para explorarmos o parque, vamos aos poucos postando o que vimos durante estes dias. É muita coisa. Pretendemos voltar todos os dias para fazermos algumas trilhas e descobrirmos coisas novas no gigantesco parque.

    Estamos pensando em acampar daqui a 4 dias no parque. Trouxemos nossas roupas de frio, mas temos que nos preparar psicologicamente para passarmos 2 noites nestas montanhas geladas. É só uma idéia tentadora por enquanto.

  • Camping em Hilo, Big Island

    O hibisco, que a gente tem no Brasil, é uma das flores mais comuns no Havaí.

    O hibisco é uma das flores mais comuns no Havaí (esta é daqui do camping)

    Estamos acampados no Hilo Tropical Gardens, uma espécie de pousada, albergue e camping juntos. Eles têm também um restaurante, um mini-mercado e uma sorveteria artesanal.

    Ontem, quando chegamos aqui, vimos que tinha vários jardins espalhados pelo local, muitas flores e árvores, mas não havíamos percebido o quanto a área é especialmente cuidada. Flores e plantas catalogadas, pequenos jardins espalhados pelas áreas de camping, pontes e pequenos detalhes que a gente vai só repara aos poucos.

    Estamos pagando 15 dólares por dia. O preço normal é 20 dólares, mas como vamos ficar 1 semana ganhamos um desconto. Os hotéis que encontramos na internet custam mais de 60 dólares, mesmo com banheiros coletivos. Na verdade nem são hotéis, são albergues particulares que eles chamam de hotel. Sendo assim, compensa muito mais é acampar.

    O camping é turístico, no estilo internacional, mas até agora só vimos americanos.

    O camping é turístico, no estilo internacional, mas até agora só vimos americanos.

    Por onde a gente anda tem plantas e flores catalogadas nos vários jardins.

    Por onde a gente anda tem plantas e flores catalogadas nos vários jardins.

    Corredores com flores muito perfumadas e bem cuidadas.

    Corredores com flores muito perfumadas e bem cuidadas.

    Não vimos todas ainda, esta fica perto de onde a gente está acampado.

    Não vimos todas ainda, esta fica perto de onde a gente está acampado.

    Muito coloridas, dando vida ao local.

    Muito coloridas, dando vida e alegria ao local.

    A nossa barraca vermelha e bege. Sobreviveu à chuva durante a noite.

    A nossa barraca vermelha e bege. Sobreviveu à chuva durante a noite.

    Seres como sapos e caramujos aparecem à noite, no meio das plantas.

    Seres como sapos e caramujos aparecem à noite, no meio das plantas.

    Já fizemos amizade por aqui. Essa cadela branca pertence ao camping.

    Já fizemos amizade por aqui. Essa cadela branca pertence ao camping.

    Este lugar onde estamos é em um local bem privilegiado, fica a alguns passos da praia e entre 2 parques. Sem contar que fica bem pertinho do aeroporto, supermercados e dos principais restaurantes e fast-foods.

    Hoje, como acordamos bem cedo e ainda não estamos acostumados com esse nosso novo horário, ficamos mais pela redondeza, descobrindo os lugares que ficam por perto, passeamos pelas praias e parques. Fez sol o dia todo, é comum chover à noite.

    As praias daqui desta região são formadas por rochas e pedras pretas, de vulcão. Todas são assim. É preto que some de vista, contrastando-se com as águas azuis do mar. E o melhor: vimos bem de perto uma tartaruga marinha! Era enorme, estava comendo umas algas na parte rasa, perto das pedras.

    A praia tem pouca areia e rochas pretas, um cenário bem diferente.

    A praia tem pouca areia e rochas pretas, um cenário bem diferente.

    Dá para perceber a massa de lava grossa que endureceu e formou as rochas.

    Dá para perceber a massa de lava grossa que endureceu e formou as rochas.

    Em algumas partes, as rochas formam grandes rachaduras negras.

    Em algumas partes, as rochas formam grandes rachaduras negras.

    Essa é a tartaruga que a gente viu bem de perto, ela estava dentro da água, no raso.

    Essa é a tartaruga que a gente viu bem de perto, dentro da água, no raso.

    À noite, como o camping é bem no meio do mato, a gente tem que aguentar o barulho dos sapos (bem alto), que são vários e eu detesto (ainda bem que trouxemos lanterna). E tem caramujos e vários pernilongos também. Estamos usando repelente direto após o anoitecer.

    Acampar não é fácil, mas a gente não se arrepende. Só os jardins daqui já acabam compensando. O pessoal é bem amigável também e estamos muito satisfeitos pela nossa escolha.

  • Chegando em Big Island

    go-mukulele

    A companhia aérea Go! Mukulele faz os voos entre as ilhas havaianas.

    Ontem foi um dia mais do que tumultuado. Entregamos as chaves do apartamento que a gente alugava em Waikiki de manhã, fomos retornar o modem da internet que a gente assinava no shopping Ala Moana e então fomos para o aeroporto, com umas 3 horas de antecedência.

    Não tem coisa pior que esperar no aeroporto. Mas todas as vezes a gente planeja com uma margem bem grande de tempo para algum “pepino” de última hora.

    O voo foi tranquilo, pela companhia Go! Mukulele, um aviãozinho bem pequeno, daqueles que fazem curtas distâncias. Chegamos em Big Island às 3:40pm, como era previsto.

    Como havíamos reservado o carro de aluguel, fomos direto nas cabines buscá-lo. Tivemos muita sorte, pegamos um carro zerado, excelente, acho que foi dirigido apenas por uma pessoa antes, de tão novo e tão baixa quilometragem. Pegamos um Dodge Caliber 4 portas, vermelho, lindão.

    O aeroporto de Hilo, Big Island, é uma tranquilidade. Parecia até feriado lá.

    O aeroporto de Hilo, Big Island, é uma tranquilidade. Adoramos estas tartarugas!

    Carro novo que alugamos pela empresa Thrift, um Ford Dodge Caliber.

    Carro novo que alugamos pela empresa Thrifty, um Dodge Caliber novíssimo.

    Como o Walmart era do lado do aeroporto, fomos direto lá fazermos umas comprinhas de sobrevivência como água, biscoitos, pão e outras coisas. Trocamos também a nossa mini-barraca, de escoteiros mirins por uma de “gente grande”, pelo mesmo preço.

    Chegamos no camping, organizamos as coisas, montamos a barraca e tudo mais. O camping é uma maravilha. Tudo limpinho, com jardins que não vimos ainda, o banheiro limpo, chuveiro quente, internet wireless gratuita, perto de tudo. Vou postar nos próximos dias mais sobre este lugar.

    O camping Hilo Tropical Garden merece um post à parte.

    O camping Hilo Tropical Garden merece um post à parte nos próximos dias.

    Este é o nosso cantinho nerd, no meio de tanta natureza.

    Este é o nosso cantinho nerd, no meio de tanta natureza. Olha o meu netbook ali.

    Acabamos de acordar após uma noite com chuva aqui na Big Island. Agora o tempo está limpando, mas aqui sempre chove, estamos na área mais chuvosa de todo o Havaí. Mas é a área mais verde também, devido às chuvas e umidade.

    Mais tarde vamos começar a explorar por estes lados. De carro é outra vida, vamos conhecer o Havaí de forma que até então tinha sido bem precária, de ônibus e desconforto. Agora iremos de ar condicionado, carro novo e muita empolgação.

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Comentários

  • João Pedro Benacchio: Pessoal não fui eu quem escreveu esse...
  • Gustavo Woltmann: Lindas imagens da cidade. Fui para Balneário...
  • denise: anonimo já diz covarde , ignorante e preconceituoso, vc...
  • Ken: Caracas…. quanto japa!! Fora vcs dois, o resto era tudo...