News Stories

  • Reservas de hotéis e diárias baratas

    Waikiki, Honolulu. Calma, estamos quase lá!

    Waikiki, Honolulu. Calma, estamos quase lá!

    A gente nem precisava ter reservado com tanta antecedência os hotéis em Honolulu. Os preços ao invés de aumentarem, diminuíram.

    Reservamos, 2 meses atrás, um hotelzinho bem meia-boca, de 2 estrelas em Waikiki (bairro mais conhecido no Havaí) por 62 dólares a diária. Agora você encontra nos sites de viagens por cinquenta e poucos dólares.

    O site da Expedia, por exemplo, tem umas promoções de hotéis baratos. Esta semana mesmo tinham vários hotéis em Waikiki que estavam dando uma noite de graça se a reserva fosse feita para 3 ou 5 dias (ou mais).

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    Ewa Hotel Waikiki, no Havaí. Diária por 42 dólares!

    Aconteceu que a gente ganhou um cupom (da Expedia) dando desconto de 50 dólares para a próxima reserva de no mínimo 2 noites. Pegamos a tal promoção das 2 noites e 1 de graça e mais o cupom. Acabou saindo 42 dólares a diária para 3 dias, com café da manhã incluso e internet wireless gratuita. O preço normal da diária sairia por 80 dólares, mais as taxas.

    Agora temos 5 noites garantidas até a gente decidir onde vai morar. Estávamos preocupados porque 2 noites não dá para nada. Sem contar na canseira da viagem e tudo mais. Se a gente conseguisse diárias sempre neste preço compensaria a gente viver só em hotéis por enquanto. Vamos tentar.

    A moral da história é que o Havaí não está sendo tão disputado como os hotéis esperavam. Dezembro e janeiro são os meses mais procurados, mas mesmo assim, pelos preços das diárias não está exatamente como antigamente.

    O Havaí tem fama de ser um dos lugares mais caros para se viajar. Os americanos, como todos sabem, estão sem muito dinheiro para gastar com viagens caras. O Caribe que é logo ali, pertinho daqui da Flórida, está com várias promoções, para Bahamas principalmente.

    E acabou que tem preço bom nas ilhas havaianas. Para a gente é ótimo, não temos do que reclamar.

    Uma coisa interessante que também acontece é que os albergues (hostels, em inglês) não abaixaram os preços. Então a gente encontrou vários quartos nestes albergues mais caros que os hotéis. E não tem comparação. Hostel você tem que dividir o quarto com gente estranha, na maioria das vezes, dividir banheiro e cozinha. Sem contar na barulheira e gente drogada ao redor.

    Não estamos dizendo que não vamos ficar em hostel no Havaí, mas se tivermos que escolher é sempre melhor um quarto arrumadinho, seguro e um banheiro sem gente esperando na porta.

    Agora tá chegando bem perto. Domingo tá logo aí, vamos encarar a última noite em Orlando, na International Drive. Vai ser estranho, mas faz parte do plano.

  • A arte de não fazer nada

    Não fazer nada é um dom, nem todo mundo consegue.

    Não fazer nada é um dom, nem todo mundo consegue.

    Não sei se todo mundo é assim, mas quanto mais tempo à toa a gente tem, menos se faz.

    A gente tá nesta lenga-lenga de arrumar as coisas para a mudança (daqui de Orlando para o Havaí) faz 4 meses. A gente foi cortando os clientes (websites), vendendo os móveis e organizando as coisas para deixar este continente por um tempo (indeterminado).

    Neste período a gente poderia ter feito várias coisas interessantes e úteis. Se fosse a minha irmã, por exemplo, estaria aprendendo um novo idioma.

    Às vezes é preferível não fazer nada do que fazer coisas inúteis.

    Às vezes é preferível não fazer nada do que fazer coisas inúteis.

    Mas eu tenho este problema, enquanto eu estou esperando alguma coisa acontecer não quero saber de outra. O Franky pelo menos consegue sentar e ler livros (leu vários do Stephen King). Eu fico sem fazer nada.

    Agora só faltam 5 dias, finalmente, mas eu fico revoltada com este tipo de comportamento. A única coisa que fizemos de bom foi assistir uma batelada de filmes e acabar uns projetinhos pendentes.

    Este negócio de “aproveitar o dia” ou a filosofia “carpe diem” às vezes não funciona. A gente quer fazer, mas não depende somente de tempo. Fazer coisas é uma combinação de tempo e disposição. Não estava a fim, não rolou, fazer o que? Não dá também para nos obrigarmos a fazer coisas que não estamos a fim. Nunca deu certo.

    Por isso, quando a gente tá com a “corda toda” temos que fazer em dobro ou triplo. Para compensar estes dias mortos e sem ação. No Havaí vamos ter que dar uma turbinada.

    A gente podia ter saído mais pelas ruas de Orlando, mesmo com o frio lá fora, ver algumas coisas por aí, passear pelos parques e shoppings. Eu poderia ter aprendido alemão com o Franky ou ter lido vários livros interessantes. Deveria ter feito exercícios na academia aqui do condomínio.

    Ou talvez a gente só queria é ficar sem fazer nada. Um grande espaço em branco entre uma fase e outra só para diferenciá-las. Preguiça pura.

  • Tempo bom para ficar em casa

    Chocolate quente, capuccino ou qualquer coisa quente para aquecer neste inverno

    Chocolate quente, capuccino ou qualquer coisa quente para aquecer neste inverno

    Não era só impressão minha, vi hoje nos jornais dizendo que este inverno está sendo bem rigoroso aqui nos Estados Unidos, inclusive na Flórida. Na região de Nova Iorque está nevando bastante.

    Quando faz tempo assim o melhor mesmo é ficar em casa. No nosso caso não é tão difícil, já que estamos de “castigo” aqui, esperando domingo (último dia do contrato deste apartamento).

    Muito triste a situação no Rio de Janeiro, as enchentes que já mataram 75 pessoas, principalmente em Angra dos Reis. Está direto nas notícias aqui. Ultimamente só tem dado Brasil nas manchetes. Infelizmente não só sobre coisas boas como as olimpíadas.

    Nos últimos anos têm aumentado este negócio de inundação aqui e ali no Brasil. Todo final de ano e início de janeiro já está ficando comum a gente ouvir na tragédia das chuvas. No final de 2008, em novembro, a gente estava em Florianópolis após a grande enchente que deixou várias pessoas desabrigadas, principalmente em Itajaí, que ficou embaixo d’água.

    A sorte é que o povo brasileiro é bastante solidário. Me lembro que todo o estado de Santa Catarina, nesta época, estava tentando ajudar as vítimas das enchentes. Teve até um show que a gente foi em um bar chamado John Bull Pub que ao invés de pagarmos a entrada que custava 20 reais cada a gente podia pagar com alimentos como arroz e feijão para serem distribuídos para o pessoal desabrigado.

    As notícias mostravam o pessoal da favela da Rocinha mandando roupas e mantimentos para Santa Catarina. Pobre sempre ajuda pobre. Não é só religião não, é sentir na pele a dureza.

    Só sei que se continuar assim não sei como vão ser os próximos anos. E vai falar que não tem a ver com o desequilíbrio ecológico…

    Tempinho bom pra ficar em casa tomando chocolate quente. Melhores dias virão para todos.

  • O que os Estados Unidos tem de bom

    Apartamento-Fantasma. Até as nossas cadeirinhas do camping estão sendo úteis agora.

    Apartamento-Fantasma. Até as nossas cadeirinhas de camping estão sendo úteis agora.

    Agora falta exatamente 1 semana para deixarmos este apartamento aqui em Orlando. Após 1 ano de contrato, finalmente estamos no nossos últimos dias aqui na Flórida.

    Cá entre nós, eu não gostei muito de ter morado aqui em Orlando não. Apesar de ter ficado 5 anos (cada ano a gente morou em um apartamento diferente) aqui achei que foi tempo demais, deveríamos ter nos mudado no final do ano passado. Mas tínhamos coisas pendentes, estas coisas que sempre acabam prendendo a gente.

    Orlando é uma cidade muito boa para brasileiros que querem se sentir no Brasil, mas fora do Brasil. Tem restaurantes brasileiros, padaria, tudo quanto é tipo de comidas e produtos. Tem muito brasileiro que só conversa em português no dia-a-dia. A maioria dos brasileiros convivem somente com brasileiros. Mas não é Brasil de jeito nenhum. Eu nunca me senti no Brasil. Todas as coisas boas do Brasil não estão aqui. Então não é exatamente o que eu procuro nos Estados Unidos.

    Aqui nos Estados Unidos, além de lugares para conhecer, coisas diferentes e tal, eu não encontrei ainda a grande vantagem de estar aqui. O que tem de bom aqui e não tem no Brasil são os eletrônicos mais baratos, os apartamentos mais bonitinhos (os do Brasil são na maioria mais feios e mais caros, proporcionalmente), eBay e outras coisinhas que eu não me lembro agora. Tudo o resto o Brasil é melhor (na minha opinião). O povo, a alegria, as festas e o “sacode a poeira”.

    No Havaí, apesar de ser Estados Unidos, temos a esperança de ser um pouco diferente. Mais coisas ao ar livre e menos ar condicionado, pelo menos.

    Nestes últimos dias estamos pesquisando os preços de lugares para ficar em Honolulu e como já era previsto, tudo está aumentando. Acho que agora começa pra valer a temporada no Havaí. Esta é a pior época do ano para se mudar, mas fazer o que, foi o que nos restou.

    Agora só faltam as últimas coisinhas que temos que vender ou nos desfazer. A cama continua aqui (felizmente) e o resto já foi tudo. Hoje ainda está 2 graus Celsius, céu cinza. O frio invade todos os espaços do apartamento, transformando em uma enorme geladeira. Estamos até com o aquecedor ligado, também não é tão dramático assim.

    No domingo (daqui a 1 semana) entregaremos as chaves do condomínio e vamos dormir em um hotelzinho (2 estrelas) na International Drive, depois eu conto como foi. Segunda começamos a jornada aeroporto de Orlando, Atlanta, Seattle (e esperar por 8 horas) e Honolulu. Vai ser bem cansativo, mas escolhemos estes vôos para chegarmos em Honolulu durante o dia. Quer coisa pior que chegar em um lugar que você nunca foi à noite? Ainda mais no Havaí, eu quero é ver as cores do “paraíso”!

    Temos mais 12 filmes da biblioteca para assistir e 7 dias para reclamar. A nossa situação está bem precária aqui no apartamento. Nada para fazer, sem carro e um frio de doer os ossos.

  • As Famosas Resoluções do Ano Novo

    “A alegria adquire-se, é uma atitude de coragem. Ser alegre não é fácil, é um ato de vontade.” (Gaston Courtois)

    “A alegria adquire-se, é uma atitude de coragem. Ser alegre não é fácil, é um ato de vontade.” (Gaston Courtois)

    Eu tenho a minha listinha feita. É engraçado e até infantil estas tais listinhas, mas é uma forma de avaliarmos as coisas que a gente gostaria que estivessem acontecendo ou estivessem em prática em nossas vidas.

    Acho que o tópico recorde é emagrecer. De um jeito ou de outro você nunca está satisfeito nas calorias a mais que carrega o dia inteiro. Acho que a maioria quer emagrecer. As pessoas que querem engordar são poucas e “detestadas”.

    Vilão dos Gordinhos

    Vilão dos Gordinhos

    Aqui nos Estados Unidos é realmente triste andar pelas ruas e notar que 1 terço da população é obesa. Não sou eu quem estou falando, são os dados das pesquisas. E obesas não são as pessoas “fortinhas” ou cheinhas. São gordos e gordas que convivem diariamente com os problemas dos vários quilos a mais, o preconceito e os problemas de saúde.

    Eu conheço gente aqui em Orlando que só come frituras, bobeiras, fast food (que são mais fast que food), balas, chicletes, guloseimas em geral e todo este tipo de comida que não dá nem para considerar exatamente um alimento. As crianças crescem assim, é a dieta americana. Se eles têm fome vem logo a imagem de um hamburguer na cabeça.

    No Brasil, os negros são os que geralmente têm os corpos mais sarados e em forma. Aqui, a maioria, principalmente as mulheres negras, estão para lá de obesas, nunca entendi como isso é possível. Talvez seja porque eles adoram frituras. Frango frito, queijo frito, batata frita, etc.

    Mas, voltando à listinha, pretendo comer mais saudavelmente no Havaí (confesso que aqui em Orlando a gente acaba pegando os hábitos de comer mal).

    Outras coisinhas estão também em meus planos como controlar a ansiedade, ser mais paciente, prestar mais atenção nas coisas e nas pessoas, combater a instabilidade no meu humor.

    A gente nunca é exatamente a pessoa que gostaria ou pretendia ser. Mesmo parecendo tão fácil controlar e direcionar o nosso próprio comportamento é muito mais fácil identificar os erros das pessoas ao redor. O engraçado que estas listas anuais se repetem e repetem todos os anos, mudando apenas algumas palavrinhas.

    Este post está parecendo aqueles textos de auto-ajuda. Mas é impossível falar de si mesmo com honestidade sem ser um pouquinho brega.

    E assim caminhamos em 2010.

  • 2009 e o Fim da Década

    Estamos na porta de 2010 e os anos 80 foram ontem!

    Estamos na porta de 2010 e os anos 80 foram ontem!

    O CNN, que eu acredito ser uma das maiores referências de notícias do mundo, publicou uma lista dos “Melhores da última década”. Fiquei muito satisfeita (e surpresa) ao ver a lista dos melhores filmes nos últimos 10 anos.

    O filme da Pixar vem em primeiro lugar, o Wall-e. Em segundo vem a trilogia do Senhor dos Anéis. E em terceiro o “Fale com Ela”, do Almodóvar. Adorei ver “O Tigre e o Dragão” em quinto e o “Moulin Rouge!” em sexto lugar.

    É impossível lembrar dos filmes dos últimos 10 anos, é muita coisa. Eu não lembro nem o que eu comi no almoço! Mas a classificação me pareceu bem justa, apesar de eu nunca entender exatamente o critério de escolha. Imaginem, os 3 primeiros lugares não tem nada a ver um com outro. O primeiro é uma animação, o segundo um épico clássico e o terceiro é um filme espanhol!

    Mas uma coisa é certeza, a qualidade dos filmes em geral evolui muito, juntamente com a revolução tecnológica. Algumas outras coisas nem tanto. Eu acho filmes muito importante, é a arte-entretenimento mais completa, informativa e acessível para todo mundo. É a referência do dia-a-dia, da geração e das idéias. Quem gosta de viajar, adora assistir filmes.

    Quanto aos livros, fiquei ainda mais surpresa em ver o meu escritor favorito, o Neil Gaiman, em décimo lugar com “Os Deuses Americanos”. O Harry Potter veio em sexto lugar, eu o colocaria em primeiro lugar pelo poder e influência nos últimos anos, o milagre de trazer de volta as crianças à leitura.

    Bom, hoje é o último dia do ano de 2009. Para a maioria das pessoas que eu conheço (acho que todas) foi um ano difícil, sem muito a ser lembrado nos próximos anos. Para mim foi uma pedra no sapato (para não dizer pé no saco). Este ano nada de bom ou de ruim aconteceu, foi um ano morno, de sobrevivência.

    Para 2010, todas as expectativas do mundo. Após o tão esperado Ano 2000, 2010 é a “Terra Prometida”! A nova década trará novos sonhos e realizações.

  • O Melhor Lugar do Mundo

    Acredito nestas bobagens de seguir até o final do arco-íris

    Acredito nestas bobagens de seguir até o final do arco-íris

    Quando eu penso em qual seria o melhor lugar do mundo, penso sempre em um lugar quente, o ano todo, em torno de 25 e 28 graus Celsius. Para qualquer pessoa deve haver um “melhor lugar do mundo” para se viver, basta a gente descobrir qual. No meu caso, além do critério principal que é o clima, levo em conta as coisas que se tem para fazer na cidade e ao redor.

    Eu morei em Porto Alegre por 2 anos para ter certeza de que o clima é fundamental. Não gosto de frio, o sul é frio demais, não fico à vontade, falta o conforto que, no meu caso, atrapalha no dia-a-dia.

    Aqui em Orlando é quente demais. Faz mais de 33 graus Celsius o ano todo. No inverno esfria drasticamente, intercalando alguns dias bem frios e outros malucos, meio quente. O pessoal aqui sempre deixa o ar condicionado ligado durante o ano todo, sempre em uma temperatura média de 15 graus Celsius (que eu acho muito gelado). Se está frio, fica nos mesmos 15 graus, funcionando a função aquecedor.

    E é assim nos carros, bancos, ônibus, lojas, restaurantes e todos os lugares. É um choque térmico o dia todo, do carro para os lugares, dos lugares para o carro. E outra coisa, não existe lugares abertos por aqui. Se você quiser tomar um chopp ao ar livre, esqueça. É ar condicionado, portas fechadas e carpete em qualquer lugar que você vá.

    Antes de eu vir morar em Orlando, o meu plano era passar um tempo em Fortaleza (que é verão o ano todo). Mas por causa do Orkut e muita teimosia eu estou aqui (mas não por muito mais tempo). Um dia destes ainda vamos morar lá.

    Ontem estávamos pesquisando no Google Maps e Wikipédia sobre os “possíveis melhores lugares do mundo”. O Franky não gosta de frio, apesar de ser alemão, quer estar no calor o tempo todo, que nem eu. Ele acha que ninguém gosta de frio, coisa que eu não concordo. Tenho amigos que adoram um friozinho.

    Utópico ou não, vamos em rumo a esse critério. O Havaí tem as melhores praias do mundo, melhor clima e é bem sossegado, longe de tudo. Se não der certo, vamos tentar Fortaleza e assim por diante.

    Outro dia estávamos (eu e o Franky) discutindo sobre uma música do Caetano Veloso que diz: “O melhor lugar do mundo é aqui e agora”. Por um lado é correta se pensarmos pela idéia de “aproveitarmos ao máximo o dia de hoje, Carpe Diem”. Por outro (Franky), o melhor lugar do mundo ainda não chegou, tem que ser encontrado, planejado e batalhado.

    Resumindo, tudo está certíssimo nesta vida, dependendo do ponto de vista de cada um.

  • Como enlouquecer em 2 semanas

    O céu laranja fica só na imaginação

    O céu laranja fica só na imaginação

    Faltam 2 semanas para o “dia que nunca chega”, a nossa “antiga” viagem para o Havaí que estamos falando há tanto tempo.

    Já vendemos quase todos os móveis faz um tempão, não estamos trabalhando na internet mais, não estamos fazendo mais nada. Vendemos o carro, andamos para lá e para cá no apartamento vazio. Faz até eco quando a gente conversa com “coerência”.

    Mas não se preocupem, vai piorar. Acabamos de anunciar os últimos móveis desta casa: a mesa e a nossa cama. Temos (ainda) um colchão king size chiquetérrimo que estamos nos desfazendo. Como já vendemos todo o resto vamos ter que simplesmente dormir no chão. Viajar sem dinheiro é muitas vezes ter o “dom da pobreza”.

    Este capítulo, de dormir no chão, vai ter um post extra mais pra frente, quando finalmente vendermos a nossa caminha. O plano é fazermos uma cama improvisada no estilo favela com caixas de papelão, jornais, documentos e roupas que vão para o lixo.

    Se este blog fosse americano teria um botão no final da página para doações e um link para o PayPal. Mas como é brasileiro, é mais um desabafo mesmo. Quem nunca teve dias miseráveis na vida?

    Mas fala sério, não teríamos coragem de jogar no lixo o nosso colchão quase novo (1 ano e meio de uso).  É vender tudo mesmo. Morar no Havaí não querendo trabalhar muito (ou quase nada) e querendo bater pernas por todas as ilhas é pretensão demais. E tem preço.

    Por enquanto o que nos resta é assistir 3 filmes ao dia (uma seleção bem ruizinha, a maioria no estilo “sessão da tarde”, da biblioteca aqui perto), comer e beber o dia inteiro. Fora as calorias extras típicas desta época do ano ainda tem estas do tédio-pré-viagem.

    Tem “festa” todo dia aqui em casa, as paredes do apartamento falam com a gente (ecos) e a andamos em círculos o dia todo ao redor da mesinha na sala. Mas tirando tudo isso tá tudo bem.

  • Época em que tudo pára

    Somente balões no ar entre o Natal e Ano Novo.

    Entre o Natal e Ano Novo, somente balões. Voam leves pelo ar.

    É engraçado passear pelas ruas nesta época do ano. As cidades ficam atípicas, as ruas vazias, o pessoal todo concentrado nos shoppings ou parques.

    Aqui em Orlando, pelo menos no bairro em que moramos (Metrowest), está bem deserto, o condomínio silencioso, as luzes apagadas. Ninguém nas ruas, as crianças e os cachorros andam todos sumidos.

    Me lembro em São Paulo (capital), onde eu costumava passar o Natal, ficava assim também. Entre o Natal e o Ano Novo a cidade se transforma completamente, o trânsito fica “transitável” (raros estes momentos) e é possível olhar para os dois lados da rua sem ser interrompido pelo mar de carros e poluição.

    Nesta época do ano todo mundo fica mais pensativo (imagino eu), relembrando o que foi feito durante o ano, o valor da família, os planos para o futuro. Tudo o que deu certo, o que deu errado, a famosa listinha de resoluções para o próximo ano. Muita gente pensa em mudar de emprego, de cidade, fazer regimes e começar tudo de novo.

    A época entre o Natal e o Ano Novo é uma espécie de respiro profundo. A trégua entre o que foi e o que virá. O olhar para trás pela última vez no ano. A gente vê a grande trilha sinuosa que deixamos para trás, cheia de atalhos, improvisos e linhas tortas.

    Eu sempre fui muito otimista quanto ao futuro. Tudo vai dar certo, estamos ao caminho do final feliz. Tem que ser assim, seguir em frente sempre foi o plano, não foi?

    Não sei porque estou escrevendo isso, mas ao mesmo tempo que tem muita gente feliz, cheia de balões para serem lançados ao ar, eu sei também que tem muita gente perdida por aí. Coisas acontecem, ruins ou boas.

    Não são muitas pessoas nas ruas nesta época, mas sei que são muitas idéias a serem formuladas e reformuladas. Pensar no dia de amanhã foi sempre um exercício dos que estão vivos.

    O desafio da vida começou há muito tempo. Desde as nossas primeiras lembranças. Vamos fazer direito então, dançar de acordo com a música, ir em frente.

    O céu está cheio de balões. São muitos, de todos os tamanhos e cores. Eles voam livremente pelo ar, sem destino, sem pressa.

  • Turistas Brasileiros pelo Mundo

    "Um longa viagem começa com um passo."

    "Um longa viagem começa com um passo."

    Eu nunca vi gente gostar mais de viajar que os brasileiros. Estão por toda parte.

    Talvez seja pelo fato de que os brasileiros têm origem de vários outros lugares do mundo. Eu, por exemplo, poderia ter nascido no Japão, com a mesma família que eu tenho hoje se meus avós não tivessem ido morar no Brasil. Isso já faz com que desde pequenos acostumamos com a idéia de que existem vários lugares do mundo que não fazem parte do nosso dia-a-dia, mas de certa forma faz parte da nossa história.

    Eu nunca fui para o Japão, estamos planejando talvez  para os próximos anos. Estaremos morando no Havaí, bem perto da Ásia. No Havaí tem muitos japoneses morando lá, a maioria dos cidadãos e turistas são asiáticos. Será uma prévia amostra da real cultura oriental.

    Acho interessante conhecer de onde a gente veio. Fico pensando que tipo de pessoa eu seria se estivesse nascido no Japão. Talvez a mesma, talvez completamente diferente, não sei.

    O mesmo deve acontecer com todos os brasileiros em geral. Muita gente tem sangue europeu, principalmente no sul do Brasil. Tenho curiosidade de como será a raça brasileira ao longo dos tempos. Será uma mistura de todas as raças um pouco mais homogênea.

    Em qualquer lugar do mundo tem brasileiro viajando. E agora ainda mais, com a internet, pesquisas online, reservas de passagens aéreas e hotéis. Nunca foi tão fácil viajar. E o preço do dólar e as facilidades de pagamento oferecidas pelos sites de viagens ajudam muito.

    A única coisa que ainda atrapalha é que muitos brasileiros não falam inglês (eu mesmo tive que vim pra cá, Estados Unidos, para aprender melhor). O inglês é fundamental para viagens internacionais e não ficarmos presos aos pacotes de viagens convencionais. Não tem como escapar, aprender inglês, para a nossa geração (quem sabe no futuro não será o chinês) é um grande investimento. Sem inglês dá para se virar em qualquer lugar, mas fica bem mais complicado, principalmente para perguntar onde fica isso e aquilo.

    Viajar pelo mundo é colecionar referências, ampliar o conhecimento, ver com os olhos dos estrangeiros. Cada viagem é uma experiência única de um dia que não volta mais.

  • O Estranho Mundo de Hoje

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    Cena do filme "O Estranho Mundo de Jack", do Tim Burton

    Para celebrar este Natal, nada como relembrar o clássico Jack e o seu estranho Natal (“O Estranho Mundo de Jack“, do Tim Burton). Eu sempre me lembro deste filme nesta época do Natal.

    Aqui nos Estados Unidos o Natal é celebrado hoje, no dia do Natal, não na véspera, como é no Brasil. Eles têm toda a tradição de montar as árvores de Natal, geralmente árvores de verdade, que são vendidas nas ruas, pinheiros que eles cortam o tronco para serem mantidas nas casas até que elas morram (acho meio cruel, é como as rosas, mas em maior proporção). Colocam os presentes debaixo da árvore para serem entregues justamente neste dia 25 de manhã.

    Hoje amanheceu chuvoso e cinza aqui em Orlando, mas pelo menos não está frio. As ruas ficam desertas, a maioria do comércio fecha. Eu imagino que hoje é o dia em que as pessoas comem mais durante o ano todo. Mas isso deve ser mundial. No Brasil é o dia de comer as sobras da noite anterior, que geralmente são muitas.

    Para nós é apenas um dia como os outros. Não planejamos nada de especial para este Natal, além dos comes e bebes tradicionais. Aproveitamos para rever alguns amigos, despedir de outros e esperar passar os últimos 15 dias aqui em Orlando.

    A partir de amanhã as coisas começam a voltar ao normal por aqui. O comércio volta ao ritmo de antes, os preços baixam, várias promoções, principalmente de enfeites de Natal que não venderam e os doces e bolachas natalinos.

    E para a gente começa a grande hora de começar realmente a pensar o que vamos levar para o Havaí. A hora de escolher entre uma roupa e outra, tentar adivinhar o que será melhor ou pior, abandonar quase tudo.

    É muito estranho passear por lugares “pela última vez”. É a mesma sensação de quando estamos visitando um lugar que sabemos que nunca mais vamos voltar,  em viagens, por exemplo. Sem contar nos amigos. Mas estes a gente encontra novamente, um dia destes.

  • Algumas dicas sobre Orlando

    Orlando, Flórida

    Orlando, Flórida

    Após viver aqui em Orlando, na Flórida, por 5 anos, fiz uma listinha do que eu considero como uma boa dica.

    Destino para viajar na Flórida: Key West

    Atração no Busch Gardens

    Atração no Busch Gardens

    Parque temático: Busch Gardens, em Tampa, FL

    Cruzeiro: Nassau, Bahamas

    Praia: Clearwater, FL

    Bar na praia: Coconuts on the Beach, em Cocoa Beach, FL

    Camping: Jetty Park, em Cape Canaveral, FL

    Parque estadual:  Myakka River State Park, em Sarasota, FL

    Passear à toa: City Walk (Universal Studios)

    Balada: bares em Downtown

    Bar local: Orlando Ale House

    Chopp: BJ´s Restaurant

    Wings (asinhas de frango): Buffalo Wild Wings

    Buffet all you can eat: Sweet Tomatoes

    Bairro para morar: Lake Buena Vista

    Compras de casa: Walmart

    Ofertas: Walgreens (jornal de ofertas semanal)

    Jornal: Orlando Weekly

    Shopping: Premium Outlets

    Eletrônicos: Best Buy

    Teatro: Orlando Shakespeare Theater

    Shows: House of Blues

  • Natal e Ano Novo em Orlando

    Em Orlando todo dia tem fogos de artifício

    Em Orlando todos os dias tem fogos de artifício

    Em Orlando, uma das cidades mais turísticas do mundo, dá a impressão de que todos os dias são feriados. É sempre o cenário de férias, o dia mais feliz de muitos turistas, fogos de artifício nos parques da Disney e Universal.

    Então, quando chega esta época de comemorações, além da cidade ficar mais lotada, não muda muito. Os pacotes turísticos ficam mais caros, as passagens aéreas concorridas e os hotéis aproveitam para fazerem o maior lucro no ano.

    Para crianças, Orlando é o paraíso. Tem atrações que não acabam mais. Para adultos que estão a fim de um agito maior nesta época, principalmente no Ano Novo eu tenho minhas dúvidas.

    Todos os bares são obrigados a fecharem as suas portas às 2 da manhã. Isso significa, não importa o quanto a balada esteja boa, você terá que se contentar em voltar para a casa cedo. É lei aqui. As ruas ficam desertas depois desta hora.

    No Ano Novo o pessoal vai para os parques assistirem aos fogos de artifício. Eles não sabem como é celebrar a virada do ano como os brasileiros. Se quer festa-festa tem que ser particular, na casa de alguém, aquela coisa toda. Nada de sair de bar em bar ou passar aqui e ali.

    Orlando é meio parado demais às vezes. Se quiser uma balada melhorzinha tem que ir para Downtown. Lá tem bares alternativos, algumas bandas boas e um cenário menos Mickey Mouse. Stephen King, o escritor, sempre cita em seus livros sobre a Flórida, o lugar de gente velha ou quase morta.

    A gente queria é passar este final do ano no Brasil, mas por causa das despesas da mudança para o Havaí (e toda a falência que virá em seguida) ficaremos aqui, comportadinhos.

    A "pirâmide", em São Tomé das Letras, MG

    A "pirâmide", em São Tomé das Letras, MG

    Se estivéssemos no Brasil eu escolheria passar o Natal com a família em São Paulo e o Ano Novo em São Tomé das Letras, Minas Gerais (renovando as energias) ou na Ilha do Mel, no Paraná.

    Alguém já tomou Egg Nog?

    Bebida Egg Nog

    Bom, já que estamos aqui vamos aproveitar, não é mesmo? Eu até já esvaziei uma garrafa de Egg Nog, uma bebida que eu nunca tinha visto antes, feita de ovo, leite e whisky, vendida nesta época do ano. Eu não conheço ninguém que gosta, o Franky aturou apenas um copinho, eu adorei. Combina com a esquisitice do Tom Waits (cantor não muito conhecido, ou nada conhecido), um dos meus preferidos.

  • Foto digital ou impressa?

    Painel de 56 fotos que temos que nos desfazer em breve

    Painel de 56 fotos que temos que nos desfazer em breve

    Não tenho idéia de quantas fotos digitais temos em nosso computador. Cada viagem que fazemos, cada lugar que conhecemos, eventos, shows, coisa aqui, coisa ali, merecem fotos e mais fotos digitais.

    E não é mais como antigamente que a gente tirava 1 foto de cada coisa para economizar filme. A gente tira umas 10 de cada situação só para ter certeza de que o foco ficou bom ou que ninguém saiu mal na foto.

    Aqui nos Estados Unidos é bem barato revelar fotos em papel. Tá menos de 10 centavos (americanos) a revelação de uma foto de tamanho comum. É barato fazer revelações ampliadas, até em tamanho de poster. Tem no Walmart, rápido e de boa qualidade. A última vez que eu estive no Brasil, no começo deste ano, o Walmart de Rio Preto (São José do Rio Preto-SP) não tinha este serviço ainda, mas se ainda não tiver vai chegar bem rapidinho. Faz o upload pela internet e vai buscar depois.

    Não sei se todo mundo pensa assim, mas a foto em papel não substitui a foto digital. A digital é bem prática, mas pela quantidade, a gente acaba não olhando mais, deixando arquivada dentro dos inúmero folders (bagunçados, como no nosso caso) no computador.

    Eu mesmo tenho fotos que não sei onde estão, ou gravados em algum CD (que não são muito bons para arquivo, eles são danificados com o tempo e você acaba correndo o risco de perder as fotos).

    Fotos que já foram para o lixo, com álbum e tudo

    Fotos que já foram para o lixo, com álbum e tudo

    A gente tinha várias fotos em papel, quase 500 aqui, mas com a nossa mudança a gente acabou jogando fora, não dá para carregar tudo com a gente para o Havaí. E mandar pelo correio para o Brasil sai mais caro que revelar depois.

    Estas facilidades do mundo de hoje fazem as coisas perderem um pouco seus valores. Quando que a gente jogaria fotos fora 5 anos atrás? Mas mesmo assim, cada foto jogada é uma tragédia para a gente.

    Me lembro das fotos caríssimas que a gente comprava das formaturas e do colégio. Eram uma fortuna. Hoje todo mundo é fotógrafo, filmador e cineasta! (E publicitários, designers e webdesigners também).

    Digital ou não, ficou tudo mais fácil. Tudo é registrado a toda hora. Teremos provas o suficiente de cada detalhe de nossa geração.

  • Blues e Jazz em Orlando

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    Banda local de Blues e Jazz em Orlando

    Apesar do frio aqui em Orlando (e vento), ficar em casa em um domingo de sol não dá. Tá fazendo entre 5 a 10 graus Celsius por aqui, mas mesmo assim a gente não consegue ficar sem dar uma saidinha. Me lembra até o inverno de Porto Alegre, com o vento queimando o rosto..

    Em Orlando nunca tem nada de graça. Ontem eu estava pesquisando na internet e encontrei um tal festival de Blues e Jazz de graça aqui perto de casa. Bom demais pra ser verdade. Ainda estava dizendo que ia ter exposições de artesanatos, comidas e bebidas. O jeito foi ir lá para conferir.

    O evento acontece sempre aos domingos, das 11 da manhã até às 5 da tarde. Chegamos lá quase ao meio-dia e não tinha ninguém. Uma barraquinha com uns artesanatos do tipo feira hippie e um pessoal montando uns cabos. Resolvemos dar uma chance para o evento comendo umas quesadillas de frango com queijo e marguerita em um restaurante mexicano ali perto.

    Voltamos lá, a banda tinha começado a tocar, mas não tinha ninguém. Sentamos ali perto por 1 hora mais ou menos e tinha um gato pingado de gente, provavelmente os moradores ali perto e só.

    A banda era muito boa, vocal excelente. Blues antigo, ótimo repertório. Mas, resumindo, Orlando não é muito destas coisas, não sei. Desde quando eu cheguei aqui faz uns 5 anos já, nunca vi nenhum evento cultural interessante. Tem vários comerciais, da Disney, Universal, estas coisas, mas eventos de rua, que funcione, nunca vi. O Brasil dá de 10 a zero neste sentido.

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    Veranda Park

    Me parece que o evento vai “continuar” até o início de março. Mas do jeito que está, morto, sem público nenhum, não sei não. Talvez seja por causa do local, no meio do Metrowest (bairro), em um complexo comercial abandonado chamado Veranda Park. Eles começaram a construir o prédio, do tamanho de um shopping, várias salas comerciais e tudo mais, mas não tiveram dinheiro para terminar o projeto. Por fora é lindo, do estilo bem requintado, mas por dentro está tudo em terra ainda, faltando tudo para acabar. Cenário bem comum e triste aqui em Orlando por causa da crise.

    Tenho saudades dos teatros de rua no Brasil, dos eventos e shows ao ar livre e muitas vezes gratuitos, da liberdade de tomar cervejas livremente pelas ruas (aqui é proibido) e a confusão típica brasileira.

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Comentários

  • João Pedro Benacchio: Pessoal não fui eu quem escreveu esse...
  • Gustavo Woltmann: Lindas imagens da cidade. Fui para Balneário...
  • denise: anonimo já diz covarde , ignorante e preconceituoso, vc...
  • Ken: Caracas…. quanto japa!! Fora vcs dois, o resto era tudo...